OMS classifica microcefalia como emergência internacional

foto_noticia01

Margareth Chan, diretora geral da OMS: graças ao novo status da microcefalia, organização passará a
captar recursos para financiar pesquisas e políticas para prevenir o distúrbio

Crédito foto: WHO/Pierre Albouy

Até hoje, apenas vírus H1N1, pólio e ebola haviam recebido esse nível de atenção

A Organização Mundial de Saúde (OMS) classificou a microcefalia como emergência internacional de saúde pública. Até hoje, apenas o vírus H1N1, a pólio e o ebola haviam sido enquadrados pela organização nesse nível de alerta. Com essa providência, a doença entra na lista de prioridades da OMS, que passará a captar recursos para financiar pesquisas sobre o assunto e políticas para prevenir e combater o avanço da microcefalia. “Uma resposta internacional coordenada é necessária para melhorar o monitoramento e a detecção de infecções, de malformações congênitas e de complicações neurológicas e para acelerar o desenvolvimento de testes diagnósticos e vacinas para proteger as pessoas que correm risco, especialmente durante a gravidez”, declarou Margareth Chan, diretora geral da OMS, em comunicado oficial.

A decisão de reclassificar a microcefalia foi tomada por um conselho de 18 especialistas convocados pela OMS para uma reunião em Genebra. Eles levaram em conta a forte associação entre as infecções por zika vírus e o recente aumento de casos de malformações neurológicas congênitas, considerada altamente suspeita. Entre as recomendações da entidade à população estão as de que mulheres grávidas evitem viajar aos países afetados pela febre zika, que usem repelentes seguros para a gestação e que vistam roupas de manga longa, além, é claro, de combater a proliferação do Aedes aegypti, vetor do zika vírus.

Dias antes da decisão de alterar o status da microcefalia, a OMS havia declarado que o zika vírus já foi detectado em 23 países e que sua velocidade de ‘propagação é explosiva’. Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde, entre 3 e 4 milhões de pessoas poderiam ser contaminadas pelo zika vírus em 2016 apenas nas Américas. Destas, 1,5 milhão estão no Brasil.

Leia mais em: